Em resumo
- Algumas plataformas de sites, o Webflow entre elas, cobram pelo tráfego, por isso a fatura cresce nos meses que correm bem.
- Em quatro edições, alojamento e traduções somam 3.477€, e continuam a subir.
- Na maior parte dos sites, o mesmo site, sendo teu, custa 0€ por ano, tirando o domínio.
Porque é que a fatura cresce quando as coisas correm bem
Um festival de música medicina com quem trabalho teve o melhor ano de sempre. Mais gente foi ao site, mais gente comprou bilhetes, mais gente viu as fotografias. E a plataforma onde o site estava feito mandou uma fatura maior, precisamente quando as coisas corriam bem. Conto aqui como isso acontece, com os números reais, e quanto custa o mesmo site quando é dele.
Algumas plataformas de sites, o Webflow entre elas, cobram pelo tráfego. Cada visita gasta um bocadinho, e cada fotografia gasta mais. O site de um festival está sossegado a maior parte do ano, e depois chega toda a gente ao mesmo tempo: no mês antes do festival e durante ele, para ver o programa e comprar bilhetes.
Esse mês levou o site para lá do limite de 50 GB e perto dos 100 GB. E o plano de alojamento passou de 263€ para 466€ por ano.

A plataforma cobra mais precisamente no momento em que o festival corre bem.
Quatro edições, somadas
São 3.477€ em quatro edições. E na quinta e na sexta, continua a subir.
Quanto custa o mesmo site, sendo dele
O festival está a mudar para um site seu, feito com ferramentas gratuitas a este tamanho:
- Alojamento sem limite de tráfego: 0€.
- Um sítio para editar edições, artistas, o programa e os projetos: 0€.
- O arquivo de fotografias: 0€ até 10 GB, e cerca de 1€ por mês mesmo com 20.000 fotografias.
- Traduções, dentro do próprio site: 0€.
- Emails profissionais como info@ e tickets@, a chegar direto ao Gmail: 0€.
- Todas as versões do site guardadas, para nada se perder: 0€.
O domínio fica o mesmo. O festival continua a pagar pelo nome, e é só isso.
O arquivo de fotografias é a única linha que pode custar alguma coisa, e só porque este festival tem milhares e milhares de fotografias. Muito poucos sites passam as 10.000, e abaixo disso fica a 0€. A outra exceção é uma loja com centenas de produtos e variantes, onde uma mensalidade do Shopify se paga a si própria.
Expliquei como se monta um site assim, um compartimento de cada vez, no post sobre o cliente a quem disse para não redesenhar.
Um site mais leve, também
Um site que cresce edição a edição vai juntando camadas: imagens maiores do que precisam, animações antigas, e scripts que a plataforma junta a todas as páginas. Reconstruí-lo guarda só o que o site usa de facto.
Cada fotografia vai no tamanho certo para o ecrã, por isso um telemóvel nunca descarrega a versão do computador. O site abre mais depressa, sobretudo num telemóvel com pouca rede, e cada visita gasta menos tráfego. O Google repara, e as IAs também, quando alguém pergunta a que festivais ir em Portugal.
Vale a pena no teu caso?
Há sites que estão bem onde estão. Se o teu é pequeno, o tráfego é estável e a fatura nunca muda, fica, e eu digo-te isso mesmo.
Vale a pena fazer as contas se:
- ✓A tua fatura sobe nos meses que correm bem.
- ✓Pagas por palavra para teres o site noutra língua.
- ✓Estás perto de um limite de fotografias ou de páginas.
- ✓Os emails da tua equipa vivem numa app que pagas só para chegarem ao Gmail.
Faz as tuas contas
Todos os números acima vieram das faturas do festival. Há uma versão mais longa deste raciocínio em quanto custa mesmo fazeres tu o site.
Queres a mesma conta para o teu site?
Manda-me o que pagas agora e fazemos as contas juntos, de graça.
