Quando pagas a um designer, estás a pagar a uma família

Palavras da Irina. No mundo holístico, a pessoa que contratas é muitas vezes alguém ao lado de quem já dançaste, e o dinheiro vai para casa de uma família.

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Tema

Comunidade

Família

Dinheiro

O Tiago de costas ao pôr do sol sobre o mar, a levantar o filho para os ombros

Em resumo

  • No mundo holístico, a pessoa que contratas é muitas vezes alguém ao lado de quem já dançaste, ou com quem partilhaste cacau ao pôr do sol.
  • Quando pagas a um designer aqui, estás a pagar a uma família, e esse dinheiro ajuda uma família a sustentar-se.
  • Isso faz do trabalho mais do que uma transação, porque está ligado ao que cada um de nós veio cá fazer.
Palavras da IrinaA Irina é a minha companheira e a mãe do Kai. Isto é o que ela vê quando alguém do nosso mundo me paga um site. São as palavras dela, e eu só as pus por ordem.

Onde nos conhecemos

A maior parte das pessoas com quem o Tiago trabalha, conhecemo-las num sítio sem ecrãs. Numa dança extática, numa cerimónia de cacau, num encontro num campo onde as crianças correm descalças.

Nesses eventos ninguém quer saber o que fazes da vida. O CEO de uma grande empresa e alguém a atravessar um ano difícil dançam na mesma pista, com a mesma energia. Ninguém está a beber, e mesmo assim toda a gente está livre, a dançar, a conversar, a descansar, a largar.

Visto de fora pode parecer um bocado louco. Para quem já foi a uma dança extática ou a uma cerimónia de cacau, é um sentimento de pertença, uma energia feliz que é quase como voltar a ser criança, e raramente acontece no mundo corporativo, onde tudo gira à volta de resultados.

O Tiago de olhos fechados e uma lua desenhada na testa, num encontro de cacau de verão debaixo das árvores

A conversa vem primeiro

Toda a gente ali tem uma história por trás, e os seus próprios tesouros escondidos. As crianças estão felizes, os adultos estão calmos, e duas pessoas começam a conversar, talvez ao pôr do sol com uma chávena de cacau, talvez deitadas na relva a olhar as estrelas com uns quantos desconhecidos. Em qualquer outro contexto, essa abertura de coração seria impensável.

Só mais tarde, no Instagram ou no LinkedIn, descobres o que a outra pessoa faz. Olha, eu conheço-a, não fazia ideia de que ela fazia isto. A ligação vem de uma conversa natural, e o trabalho vem depois.

Quando pagas a um designer, pagas a uma família

Por isso, quando alguém neste mundo paga a outra pessoa por um serviço, um site do Tiago por exemplo, isso quer dizer algo mais fundo. O trabalho está ligado ao que cada um de nós veio cá fazer. E conhecemos as famílias uns dos outros. Já vimos os filhos uns dos outros a brincar juntos.

Quando pagas a um designer, estás a pagar a uma família, para que ela se possa sustentar.

Acho isso bonito. O dinheiro vai para casa da nossa família, e o site que o Tiago faz volta para o teu próprio trabalho, o trabalho que alimenta a tua família. Há uma transação, e por baixo dela há confiança, e um pouco de intimidade, que duas pessoas construíram muito antes de qualquer fatura.

O Tiago e a Irina sentados na relva num encontro, com o filho entre os dois, a cara dele tapada por um emoji

O que mudou em nós

Desde que o Kai nasceu, mudámos os dois muito. Crescemos, e ainda estamos a aprender a aceitar certas coisas.

O Tiago escreveu sobre o lado do dinheiro em O cliente sente quando precisas do dinheiro. Esta é a outra metade: quando o dinheiro vem de alguém que conheces, traz também a confiança dessa pessoa.

Se já nos cruzámos num encontro, diz olá.

E se ainda não nos conhecemos, uma mensagem é um bom começo.

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