Em resumo
- Com o Claude, fiz as apps que uso todos os dias, para as minhas tarefas, os meus clientes, o dinheiro da casa e a minha voz. Qualquer pessoa consegue fazer isto agora.
- A parte técnica ficou mais leve, por isso as horas vão para conversar com o cliente, às vezes duas, às vezes seis, antes de existir qualquer design.
- A IA constrói, e boa parte do meu trabalho é decidir o que fica, e tirar o que ninguém pediu.
Agora tudo é mais fácil
Queria uma coisa como o Asana e o Notion num só sítio, e algumas das funcionalidades que mais usava, como as etiquetas, eram pagas. Por isso fiz a minha própria app, e chamei-lhe Tecela.
Nela vejo as minhas tarefas de hoje, de amanhã e dos dias seguintes, num calendário, com uma vista de um ou três meses que mostra o início e o fim de cada projeto em que estou a trabalhar. Também tem os meus clientes, quanto ganho por mês em média, e quanto disso vem de fazer sites e quanto vem da manutenção. O dinheiro da casa, o que gastamos e o que pomos de lado para crescer, vive numa segunda app, a Pataca, tudo em gráficos.
TecelaTarefas, o calendário e os meus clientesNo lugar do Asana e do Notion
PatacaO dinheiro da casaNo lugar do Splitwise e do SUMA
EcoaFalo, e o texto apareceNo lugar do Wispr Flow e do Granola
Depois fiz a Ecoa. Pensa no Wispr Flow e no Granola numa só: carrego num atalho, falo, e o texto aparece onde estiver o cursor. Também transcreve chamadas, cursos e áudios, com resumo e notas, e não tem o limite de 2.000 palavras por semana. Corre na API do Groq, que tem um plano grátis que qualquer pessoa pode usar.
Digo isto porque qualquer pessoa consegue fazer isto agora. Dá ao Claude o contexto certo e a direção certa, e consegues fazer a ferramenta pessoal que torna o teu dia mais leve.
O que mudou no meu trabalho
Quando fazia tudo em Webflow, trabalhar em três sites ao mesmo tempo era impossível, e fechar cinco projetos na mesma semana ainda mais.
Agora a parte técnica é mais leve, e a parte aborrecida, a organização, é acelerada pela IA. As minhas próprias ferramentas mostram-me o que consigo aceitar ao mesmo tempo, e o que vem a seguir.
Isso deixa espaço para o que faz mesmo um bom site.
Horas de conversa antes de qualquer design
Antes de desenhar seja o que for, falo com o cliente. Às vezes duas horas, às vezes quatro, às vezes seis.
Passamos pelas perguntas essenciais de copywriting e de estratégia do site. O que te torna único? Quem é a pessoa que chega ao teu site, e o que procura? O que queres que sinta quando chega?
Ponho-me no lugar dos clientes dele, para perceber o que é mesmo possível e o que ele quer mesmo.
Tudo o que sai dessas horas vai para os ficheiros que dou ao Claude antes de qualquer design. Quanto mais completo o brief, menos pequenas mudanças depois. Volta com três direções visuais, três aberturas diferentes para a homepage, e as três já estão perto da essência do projeto. Depois vem feedback constante, e em poucos dias temos uma coisa precisa.
Sim, o site é feito com IA, e o que o torna único é bater certo com a essência da pessoa, do negócio dela e dos clientes dela.
A IA constrói. O discernimento decide.
Com uma cabeça de resolver problemas, quase tudo é possível agora. Por isso a pergunta muda de “consigo fazer isto?” para “devo?”
O trabalho é decidir entre este caminho e aquele, com base no que o cliente me disse e no que os clientes dele vão querer. O conselho da IA é uma voz nessa decisão, e não fica com a última palavra.
Também é preciso olho de designer. O Claude adora acrescentar: cores que ninguém pediu, um H6 por cima do H1, depois um H2, um H3, outro H6, mais texto por baixo, e ícones por todo o lado.
O que volta
Depois de tirar
Boa parte do meu trabalho é olhar para o que o Claude fez e tirar coisas, até ficar simples e calmo o suficiente para a pessoa para quem foi feito.
O longo caminho até aqui
Demorei muito tempo a chegar aqui, ao ponto em que os clientes vêm ter comigo e não sou eu que tenho de ir ter com eles.
Ser pai fez-me crescer, mais maduro e mais responsável. Ensinou-me a dar-me mais valor, e tornou-me ainda mais empático.

Mesmo quando o dinheiro não é abundante, a fé tem de ser forte. Tens de acreditar que este é o caminho, e que a abundância vai chegar. Nos tempos difíceis é fácil desistir e procurar um trabalho que não tem nada a ver com o meu propósito, e teria sido mais fácil voltar só a programar. Sentir-me-ia realizado? Claro que não.
Uma ponte
Na semana passada fechei seis projetos.
Parte disso é flexibilidade no pagamento. Às vezes corro um pouco mais de risco do meu lado, e às vezes parte do pagamento é uma massagem, uma cerimónia de cacau, o serviço que a pessoa oferecer. O mundo do bem-estar está aberto a isso, e eu também. É preciso ser flexível, saber comunicar, e sentir o nicho.
E conheço este nicho por dentro. Vou a festivais para famílias e a cerimónias de cacau, faço yoga e medito.

Por isso tornei-me uma ponte. De um lado, tudo o que sei de design e de desenvolvimento. Do outro, pessoas na mesma frequência de amor e de calma, que se sentem esgotadas só de pensar em fazer um site.
Porque não usar simplesmente o Lovable?
Vejo muita gente a tentar sozinha no Lovable, meses com os cinco créditos grátis por dia, ou a pagar por mais. E no fim fica um site genérico que não está pronto, com SEO fraco e uma página lenta.
Um site tem uma função. Ser encontrado, no Google ou no ChatGPT, e ser uma coisa que tens orgulho em mandar à tua gente. Alguém chega lá e em três segundos sente: sim, era isto que eu procurava, uma história com que me ligo.
Uma landing page rápida só porque sim? Mais vale não fazer nada.
Se só de pensar no teu site já ficas sem energia, fala comigo.
Diz-me o que fazes e onde estás preso. Respondo eu, e ainda não tens nada para decidir.
